Dê os passos a quem anda,
Dê espelhos a quem vê,
Dê esperanças a quem tem,
Dê sua alma a quem espera,
Que os sentimentos o detém
Está nos passos que caminha,
Em seu semblante o seu desejo,
Deslumbrante a quem o vê,
Pecaminoso em sua essência,
Mas consciente do que tem
Tem mãos e braços, tem pés e pernas,
Com o seu objetivo, o objeto!
Posso moldá-lo, posso condicioná-lo,
Mas de que vale tudo isso,
Se mesmo assim acabará em pó?
Imagino Deus como o mundo,
Os homens como vírus,
A decadência pelo câncer,
A corrosão do meu planeta,
Enfim o fim.
A. Almeida
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