quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Festa de Atina ! (Conto)

Estava frio e derrepente uma luz apareceu, não sei o que aconteceu realmente mas sei que logo depois desse ocorrido eu estava morto, e o que era mais estranho é que eu continuava na terra junto aos mortais, não entendi mas o meu primeiro desejo foi ver Atina. Ao chegar em sua residência me deparei com uma festa que me pareceu estranha, abri a porta e dentro daquela casa escura, úmida e iluminada à luz de velas de cores variadas estavam diversas pessoas, na maioria homens, todos trajavam roupas pretas, num tom meio gótico e olhavam para as poucas mulheres do jeito mais obsceno que eu já vi, totalmente sedentos à sexo, pareciam urubus em busca de carniça, logo mais à frente avistei uma cama e lá estava ela, a minha amada Atina na maior orgia com os rapazes da festa, ao me ver ela apresentou um ar de tristeza e me falou:
- Veja o que você fez comigo, agora estou sendo escrava do meu próprio desejo !
Não entendi muito bem o que significava aquilo que ela disse mas logo respondi:
- Não diga essas coisas, pois o amor que lhe tenho não poderia lhe fazer isso. Todas as confissões de amor que lhe fiz foram sinceras, do fundo de minha alma e você não acreditou em uma só palavra, achando que eu falava aquilo só para te iludir, agora veja como estamos !
Nesse momento ela olhou fixamente aos meus olhos, demonstrou um ar um tanto sarcástico e disse:
- Agora você já está morto meu filho e não poderemos mais desfrutar nossos desejos, quem sabe algum dia a gente volte a se encontrar? Em um outro plano quem sabe? Mas agora você deve ter percebido que estou ocupada com meus garotos e não gostaria de ser novamente interrompida, principalmente pôr você !
Após ela ter falado isso, seus "rapazes" foram me empurrando para fora da sala e falando:
Não está vendo que você já era, sai fora !
Quando a porta se fechou me deparei com o "Kurt" um ex-namorado de Atina que chegou em mim e disse:
- Bem feito, pois você é o único culpado pôr tudo isso, antes de você aparecer estávamos numa boa e agora ela me enxerga como um boneco inflável, não quer mais saber de mim como pessoa, somente como objeto e digo mais - só não te mato porque você já morreu para ela e provavelmente seu sofrimento será maior que o meu, pois você já está morto, será eterno.
Após ele dizer todas aquelas palavras eu tentei voltar à festa para tirar satisfações (não sei do que), mas ao olhar a porta me deparei com um bilhete grudado e nele estava escrito "Apolo não habita em meu coração" (Aí eu acordei)

Nenhum comentário: